Mostra em BH debate temas do feminismo

O MIS Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, recebe, entre os dias 17 e 20 de maio, a Mostra Feminista de Cinema. Realizada pela Coletiva Malva, a Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos e pelo Conselho de Psicologia de MG, a Mostra busca discutir diversos temas do feminismo através do cinema. A entrada é gratuita.

A Mostra Feminista de Cinema propõe utilizar do cinema para realizar encontros e debates sobre diversos temas feministas, como enfrentamento às violências de gênero, o aborto, o feminismo negro, entre outros que têm pautado a luta das mulheres ao longo da história e também na contemporaneidade.

A programação será aberta com a exibição do filme “Meu corpo, minha vida”, da premiada diretora Helena Solberg, Ainda dentro da programação serão exibidos os filmes “Dandara: a força da mulher quilombola”, de Anna Carolina Fernandes e Amaralina Fernandes; “Precisamos falar do assédio”, de Paula Sachetta; e o premiado filme “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa e Léa Glob. Todas as sessões são acompanhadas de um debate sobre o tema do filme com psicólogas, militantes, entre outras que lutam pelos direitos das mulheres.

Programação:

– Dia 17 de maio, quarta-feira, às 19h

Meu corpo, minha vida (Helena Solberg| Brasil| 2017| Documentário| 90 min)

O documentário fala sobre o aborto no Brasil através do caso de Jandyra dos Santos, morta em uma clínica clandestina e que teve seu corpo mutilado e queimado.

Classificação indicativa: 14 anos

Debate com Letícia Gonçalves (psicóloga, doutoranda em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva/ UFF/UERJ/FIOCRUZ/UFRJ, CRP- MG, Rede Feminista de Saúde) e Paula Gonzaga (psicóloga, doutoranda em Psicologia Social UFMG).

– Dia 18 de maio, quinta-feira, às 19h

Sessão de curtas

– Putta (Lilian de Alcântara |Brasil| 2015| Documentário| 28 min)

Relatos biográficos de três mulheres da fronteira Brasil, Paraguai e Argentina que vivem em Foz do Iguaçu e trabalham com a prostituição. O filme atravessa as complexidades da vida pessoal, a transexualidade, a família e a maternidade nestes contextos.

– Na esquina da minha rua favorita com a tua (Alice Name-Bomtempo| Brasil| 2016| Ficção| 18 min)

Helena foi ao cinema e conheceu Tainá. Tudo que aconteceu depois foi só um quase e, por algum motivo, não foi. Ou talvez tenha sido.

– Dandaras: a força da mulher quilombola (Anna Carolina Fernandes e Amaralina Fernandes| Brasil| 2015| Documentário| 30 min)

Apresenta as histórias de cinco lideranças quilombolas do Estado de Minas Gerais e suas trajetórias de engajamento.

Classificação indicativa da sessão: 12 anos

Debate com: Gisella Lima (militante de Direitos Humanos e ativista LGBT, sócia e voluntária do Instituto Pauline Reichstul, integrante da Rede Afro LGBT Mineira e do Conselho Estadual da Mulher), Daniella Tiffany (integrante do Coletivo Pretas em Movimento. Psicóloga, mestre em Psicologia Social pela UFMG. Assessora Parlamentar no Mandato da Deputada Marília Campos), Rosane Pires (produtora cultural, idealizadora e Produtora do “Samba na Roda da Saia”)

– Dia 19 de maio, sexta-feira, às 19h

Precisamos falar do assédio (Paula Sacchetta| Brasil| 2016| Documentário| 80 min)

Uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro com o objetivo de coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. São relatos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia.

Classificação indicativa: 14 anos.

Debate com: Ana Roberto (cantora, militante e bacharel em direito), Letícia Souza (curadora e produtora da Coletiva Malva) e Scheylla Bacelar (dançarina e educadora social).

– Dia 20 de maio, sábado, às 17h

Cada um na sua casa (Home|Tim Johnson| 2015| EUA| Animação/Ficção Científica| 94 min)

O planeta Terra foi invadido por seres extraterrestres, os Boov, que estão em busca de um novo planeta para chamar de lar. Eles convivem com os humanos pacificamente, que não sabem de sua existência. Entretanto, um dia, a jovem adolescente Tip encontra o alien Oh e logo os dois embarcam em uma aventura onde aprendem bastante sobre as relações intergalácticas.

Classificação indicativa: livre

– Às 19h

Olmo e a Gaivota (Petra Costa, Lea Glob| Brasil, Dinamarca, França, Portugal e Suíça| 2015| Documentário/Drama| 75 min)

A história de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando o espetáculo começa a tomar forma, Olívia e seu companheiro, Serge, descobrem que ela está grávida. O que parece ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso?

Classificação indicativa: 12 anos

Abertura da Sessão: Dirlene Marques (Faculdades de Ciências Econômicas da UFMG/coordenadora da Rede Feminista de Saúde- MG)

Post Author: Priscila Armani

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Jornalista por formação, Cinéfila por paixão, Crítica por masoquismo. Me aventurando nesse mundo louco da produção de conteúdo ao produzir e apresentar o Podcast O que Assistir.